Pergunte ao inventor.Ele responde falando.
Um avatar de Alberto Santos Dumont que ouve a sua pergunta, pensa em cima do que o inventor de fato escreveu e viveu, e responde em voz alta — com o rosto animado e a voz clonada da gravação real que ele deixou em 1930.
Abre no navegador do celular ou do computador. Dá para falar (ele escuta pelo microfone) ou escrever.
Uma conversa cara a cara com o pai da aviação
Não é uma caixa de texto com um robô do outro lado. É um rosto que escuta, pensa e fala: o visitante chega, faz a pergunta em voz alta e o Alberto responde olhando para ele, com a boca sincronizada ao próprio áudio.
O sistema inteiro roda em uma única máquina, num laboratório de tecnologia montado no escritório do desenvolvedor, na cidade de Santos Dumont, em Minas Gerais — a mesma onde o inventor nasceu, em 1873. A pergunta do visitante é processada ali, do microfone ao vídeo: nada é enviado para serviços de nuvem.
O mesmo Alberto já foi montado em quatro corpos diferentes: a janela do navegador, um totem de chão, uma projeção em parede e uma placa eletrônica com visor redondo — todos falando com o mesmo cérebro.
Da sua voz à voz dele, em cinco passos
Tudo começa quando alguém fala. O avatar não tem botão de microfone: ele fica ouvindo a sala e percebe sozinho quando a pergunta começou e, principalmente, quando terminou.
Ele escuta
Um detector de voz acompanha o som da sala e identifica o começo da fala. Quando o visitante se cala, o trecho falado é fechado ali — é esse silêncio que dispara o resto.
A fala vira texto
Terminada a frase, o áudio passa por um reconhecedor de fala afinado para o português e vira texto — a pergunta escrita, do jeito que foi dita.
O modelo pensa
Um modelo de linguagem compacto — uma destilação, feita para caber numa máquina só — compõe a resposta com a obra do inventor diante dele. O que não se sustenta ali, ele não afirma: prefere dizer que não sabe.
A voz é sintetizada
O texto da resposta vira áudio com o timbre do próprio inventor, clonado da gravação de 1930 em que ele agradece a Legião de Honra — a única gravação conhecida da voz dele.
A boca sincroniza
O retrato é animado quadro a quadro para casar com o áudio, e vídeo e som descem juntos para a tela do visitante. Ele começa a falar antes de a resposta inteira estar pronta, para não deixar ninguém esperando.
Por que ele não inventa. A obra do inventor é a régua: quase cinco milhões de caracteres de livros, cartas e registros da vida de Santos Dumont, garimpados e revisados à mão, mais os modelos que fazem o avatar funcionar — ouvir, pensar, falar e mover a boca —, que somam mais de dez bilhões de parâmetros rodando naquela mesma máquina. Antes de falar, a resposta passa por conferências automáticas de datas, nomes e números; se a pergunta parte de uma premissa falsa, a recusa é a resposta certa.
Nada é definitivo. Cada conversa fica registrada e pode ser revisada depois, num painel de curadoria: quando o Alberto erra, a correção entra no acervo e ele passa a acertar dali em diante. É um avatar que aprende com quem conversa com ele.
Ouça o próprio Santos Dumont, em 1930
Em 10 de junho de 1930, em Paris, Santos Dumont leu em voz alta um agradecimento diante das câmeras de um cinejornal. É a única gravação conhecida da voz dele — e é dela que nasce a voz que o avatar usa para responder. Clique e ouça o homem, não a máquina.
“La grande générosité du gouvernement de la République française a voulu encore augmenter mon contentement en m’élevant à la très haute dignité.” Trecho do discurso, na voz dele.
Começou como um modelo simples e virou o Alberto
O primeiro modelo
O começo foi modesto: um modelo inicial, respondendo por texto, só para ver se a ideia se sustentava. Sem rosto e sem voz — apenas a pergunta de sempre: dá para conversar com o Santos Dumont?
Ganhou voz, rosto e memória
Uma coisa de cada vez: a voz clonada da gravação de 1930; o retrato animado com a boca sincronizada; o acervo do inventor indexado para que as respostas tivessem lastro; e o trabalho miúdo de tirar do avatar o sotaque de robô.
Saiu do computador e foi para a parede
O mesmo cérebro passou a atender por vários corpos: o chat no navegador, o totem, a projeção mapeada na parede e uma placa eletrônica com visor redondo. Entrou também o painel de curadoria, onde cada resposta pode ser conferida e corrigida sem programador.
Alberto, no ar
O avatar responde ao vivo pelo navegador, em poucos segundos, com a voz e o rosto do inventor. O trabalho continua: mais acervo, menos tempo de resposta, mais naturalidade.
Cleimar ACO Vidal, sandumonense
O projeto é criado e mantido por Cleimar ACO Vidal, sandumonense apaixonado por tecnologia. Não é produto de laboratório de universidade nem de grande empresa: é trabalho de alguém que resolveu construir, na cidade natal do inventor, um jeito de as pessoas conversarem com ele.
Que o avatar de Santos Dumont tenha nascido em Santos Dumont não é detalhe — é o ponto. A mesma cidade que viu nascer o homem que projetou dirigíveis, aviões e o relógio de pulso vê agora nascer o sistema que o traz de volta para responder perguntas.
“Santos Dumont é um berço de gente inteligente.”Cleimar ACO Vidal, criador do projeto
O homem sobre o qual o avatar responde
Alberto Santos Dumont (1873–1932) projetou balões, dirigíveis e aviões numa Paris que ainda duvidava do voo. Fotografias históricas, em domínio público:
O projeto em dados, para quem for escrever sobre ele
Esta página pode ser citada livremente. Os dados abaixo estão prontos para conferência; havendo dúvida ou pedido de entrevista, o contato está no fim da seção.
- O que é
- Avatar conversacional de Alberto Santos Dumont, com voz e rosto, que responde perguntas do público.
- Onde
- Desenvolvido em Santos Dumont, Minas Gerais — cidade natal do inventor.
- Desde
- 11 de outubro de 2025, quando o primeiro modelo entrou em pé.
- Quem faz
- Cleimar ACO Vidal, criador e desenvolvedor do projeto.
- Como testar
- Pelo navegador, em falasantosdumont.com.br/chat/ — de graça, direto na página.
- Em que ponto está
- Um trabalho em andamento. As respostas passam por curadoria contínua, para que os fatos sejam precisos e fiéis à história — mas, como toda inteligência artificial, o Alberto ainda erra, e esta não é exceção. É justamente por isso que cada conversa é revisada, e a correção volta para o acervo.
- A voz
- Clonada da gravação de 1930 do próprio Santos Dumont, a única conhecida da voz dele.
O que rende imagem
- O visitante perguntando em voz alta e o avatar respondendo, com a boca sincronizada.
- A mesma conversa em quatro formatos: navegador, totem, projeção em parede e placa com visor redondo.
- O painel de curadoria, onde uma resposta errada é corrigida à mão e entra no acervo.
- A cidade: Santos Dumont, MG, e a fazenda Cabangu, onde o inventor nasceu.
O que convém dizer com precisão
- O avatar é uma reconstrução: retrato animado por computador e voz sintetizada a partir de gravação histórica.
- As respostas saem de um acervo curado sobre a vida e a obra do inventor — quando não há apoio no acervo, ele recusa a resposta.
- O processamento é local, na máquina do projeto; a conversa do visitante não é enviada para serviços de nuvem.
- O 14-bis é reconhecido como o primeiro voo de avião homologado por comissão oficial, com decolagem por meios próprios.
Contato
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